Febre do comércio online impulsiona novo site favorito entre chineses

Hoje, sua loja no Taobao.com - o maior bazar de compras online da China - tem 14 funcionários, dois armazéns e muito dinheiro. "Eu nunca pensei que pudesse me sair tão bem", disse Yang, 23, que ganhou US$ 75 mil no último ano.

O Taobao tomou conta da universidade de Yang, a Faculdade de Indústria e Comércio de Yiwu, onde os administradores dizem que um quarto de seus 8.800 alunos operam lojas no website Taobao, frequentemente de quartos nos dormitórios.

Por toda a China, milhões de outros (recém-formados, lojistas e aposentados) também usam o Taobao para vender roupas, celulares, brinquedos e quase qualquer coisa que possam achar em lojas de bairro e mercados de atacado ou até mesmo contrabandear de fábricas.

Analistas da internet dizem que este estrondo (que lembra os primeiros dias do eBay, quando os americanos começaram a esvaziar seus sótãos em leilões online) transformou o Taobao no mais novo queridinho da internet chinesa.

Apesar de ter apenas 6 anos de idade, o Taobao (chinês para "caça ao tesouro") já tem 120 millhões de usuários registrados e 300 milhões de produtos anunciados. Seus negócios geraram quase US$ 15 bilhões em vendas no ano passado.

A companhia alega que as vendas através de seu website já são maiores do que as de qualquer varejista chinês. E os analistas de internet afirmam que as vendas no site este ano devem ultrapassar a expectativa de venda da Amazon.com de cerca de US$19 bilhões.

"Este é o próximo grande segmento para a internet chinesa", disse Jason Brueschke, analista de internet do Citigroup em Hong Kong. "É a Amazon combinada com o eBay para eles".

Como o eBay, o Taobao não vende nada por si mesmo, mas simplesmente relaciona compradores e vendedores. O website tem uma posição firme na China porque muitas partes do país ainda têm deficiência de transporte e algumas autoridades locais favorecem seus próprios produtos, o que torna o sistema de vendas no varejo ineficiente.

A recessão global também deixou fábricas antes bem sucedidas com excesso de produtos que o resto do mundo não parece querer. Os chamados viciados no Taobao estão ajudando a melhorar uma lenta economia.

Quase todo a renda de US$ 200 milhões do website vem de anúncios, que a companhia diz virtualmente cobrir todas suas despesas operacionais.

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